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Criminalidade no Brasil: 11 fatos provam que você precisa se proteger
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Criminalidade no Brasil: 11 fatos provam que você precisa se proteger

Nosso País está entre as nações com as maiores taxas de homicídio do mundo, sendo considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos lugares mais violentos para viver. O aumento da criminalidade no Brasil é sentido no dia a dia, predominando em reportagens em que os cenários retratados são, muitas vezes, estabelecimentos comerciais de pequeno a grande porte.

Neste artigo, você confere 11 fatos que comprovam a urgência de investir em medidas de segurança e como cada empresário pode proteger, ao mesmo tempo, seu negócio, seus funcionários e seus clientes!

1. Uso intenso de armas de fogo

O Atlas da Violência 2018, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e com base em dados do Ministério da Saúde (MS), mostra um recorde na taxa de homicídios:

  • em 2016, foi registrada uma média de 30 assassinatos por 100 mil brasileiros;
  • 71% dessas mortes foram causadas por disparos de armas de fogo.

Quando há o anúncio de um assalto, além da recomendação de nunca reagir, os funcionários devem ser instruídos para manter a calma e não fazer movimentos bruscos, afinal há grandes chances de os bandidos estarem armados.

Em estabelecimentos que têm sistemas de monitoramento, é possível acionar o botão do pânico — escondido em um local estratégico — e denunciar a ocorrência à central, que tomará as providências cabíveis.

Quando os meliantes deixarem o local, deve-se ligar para a polícia (190) e registrar um boletim de ocorrência (BO).

2. Diversidade de métodos usados pelos criminosos

Em estabelecimentos com alarmes, é comum que os criminosos ordenem, imediatamente, que o equipamento seja desarmado.

Contar com um sistema com senha de coação — a qual desarma o alarme, mas, ao mesmo tempo, emite um alerta à central de monitoramento — é mais uma medida de segurança que vale a pena.

Também é bastante comum que os criminosos rendam os funcionários e os mantenham trancados no banheiro. Por isso, vale a pena instalar um botão do pânico no local e orientar a equipe, caso haja a necessidade de uso.

Por fim, quem faz uso de cofre na empresa deve ter mais de um, colocando-o em um lugar improvável. O outro pode ficar em um ponto intencionalmente óbvio, com o intuito de ser encontrado e, assim, despistar os criminosos.

3. Maior incidência de assaltos ao anoitecer

Levantamentos de diversas Secretarias de Segurança Pública (SSP), com base em dados georreferenciados, comprovam que a maior parte dos crimes ocorre no período entre 18 horas e meia-noite.

Por conta da elevada criminalidade no Brasil, muitos estabelecimentos simplesmente optam por fechar as portas ao escurecer.

Porém, alguns comércios registram o maior movimento justamente durante a noite — o que impossibilita o fechamento. Nesse caso, é comum os comerciantes contratarem seguranças particulares profissionais e bem instruídos.

4. Aumento de comportamentos suspeitos

O conceito de vizinhança solidária pode ser usado não só para melhorar a sensação de segurança nas residências, mas também nos comércios.

Trata-se de um programa de prevenção situacional — amparado no Art. 144 da Constituição Federal, que diz que a segurança é um dever do Estado, mas também uma responsabilidade de todos — no qual as pessoas se tornam fiscais do meio em que convivem.

Para isso, os cidadãos passam a agir de maneira pró-ativa, mantendo contato com a companhia de Polícia Militar ou o Conselho Comunitário de Segurança mais próximo.

Uma vez formado o grupo de vizinhos solidários, pode-se usar um aplicativo de troca de mensagens para se manterem informados e, se necessário, acionarem a equipe de ronda policial.

São exemplos de ações consideradas suspeitas:

  • indivíduos com volumes anormais sob as roupas;
  • motociclistas ou ciclistas passando devagar e reparando no interior do estabelecimento;
  • pedestres fazendo o mesmo caminho repetidas vezes, observando o comércio;
  • pessoas acompanhadas em caixas eletrônicos e que aparentam estar oprimidas;
  • supostos clientes que passam muito tempo sem demonstrar interesse em nenhum item, mas não se retiram;
  • clientes gastando grandes quantias de dinheiro, fora dos padrões esperados.

5. Bandidos sem “cara de bandido”

A máxima de que há um esteriótipo para bandidos é um erro, visto que eles podem estar presentes de diferentes formas na sociedade, trajados como estudantes ou trabalhadores, por exemplo. Por isso, é preciso visualizar o que acontece no estabelecimento e no entorno — nesse caso, com câmeras próprias para ambientes externos.

Além disso, o comércio deve ser bem iluminado, tanto na fachada quanto internamente. Quem está do lado de dentro precisa enxergar o que se passa no exterior e vice-versa.

Se existirem vitrines, o ideal é que sejam de vidro e com fundos vazados. Em caso de estabelecimentos de esquina, recomenda-se, ainda, o uso de vitrines laterais.

Já os caixas, que costumam ser os alvos, devem estar estrategicamente posicionados, ficando próximos às saídas e, ao mesmo tempo, oferecendo visão ampla da rua.

6. Ação crescente de aproveitadores

Para inibir furtos de pequenos objetos, invista em superfícies espelhadas. Melhor ainda é a instalação de câmeras de segurança, que permitem controlar a movimentação interior, principalmente quando há pontos cegos.

Prefira equipamentos Full HD, que proporcionam maior alcance e melhor definição, além de permitirem o monitoramento à distância.

Outra medida importante é manter o controle do estoque sempre atualizado para evitar que furtos passem despercebidos. Produtos mais visados devem ser armazenados em posições estratégicas, sob a vigilância constante de câmeras.

7. Arrombamentos com veículos

A maioria dos criminosos age na surdina. Outros, no entanto, não se importam em chamar a atenção — como representantes das chamadas “gangues da marcha a ré”.

Para proteger as portas de aço desses arrombamentos, os comerciantes usam a criatividade: instalam guard rails, constroem barras de ferro e concreto etc.

Independentemente do tipo de invasão, é importante investir em câmeras com sensores infravermelhos, que deixam as imagens gravadas no escuro muito mais nítidas.

8. Criminosos infiltrados onde menos se espera

Mantenha a discrição acima de tudo. Evite contar dinheiro na frente de clientes ou de funcionários que não trabalhem diretamente no caixa.

No caso de realizar depósitos com regularidade, alterne os horários e os trajetos das idas ao banco. Além disso, evite sacar dinheiro e prefira sempre transferências bancárias.

9. Aumento de ação de oportunistas

Faça contratações cuidadosas. Peça referências de colaboradores temporários e, até mesmo, de prestadores de serviços, como pintores, eletricistas, encanadores, pedreiros, entre outros.

Caso a chave de alguma porta de entrada suma, providencie a troca do segredo da fechadura o mais breve possível. Se puder investir um valor mais alto, livre-se do problema definitivamente instalando um sistema de acesso por biometria — pelo menos em ambientes restritos.

10. Capacetes usados com má intenção

Contra fatos não há argumentos. Com tantos registros de criminosos invadindo estabelecimentos escondendo o rosto, não se sinta constrangido e cole cartazes, em locais visíveis, comunicando a proibição da entrada de pessoas usando capacetes.

Ao mesmo tempo, é preciso ter bom-senso: motociclistas segurando seus capacetes nas mãos são bem-vindos, assim como pessoas usando mochilas.

11. Inexistência de locais a salvo da criminalidade no Brasil

O movimento registrado em estabelecimentos comerciais, como farmácias, padarias, supermercados, bares e restaurantes, além de lojas de vestuário, telefonia e produtos para o lar, entre outros, não afugenta a ação de criminosos — muito pelo contrário.

Eles aproveitam para saquear os estabelecimentos e os clientes, causando prejuízos financeiros e colocando a vida de todos em risco. Infelizmente, locais 100% à prova desses elementos não existem, nem mesmo em shoppings centers.

A melhor maneira de os comerciantes se protegerem da criminalidade no Brasil é combinando diversas medidas protetivas. Com isso, o risco de assaltos diminui e, além de economizarem com prejuízos direitos (como o furto de dinheiro do caixa e/ou de mercadorias) e indiretos (decorrentes do tempo em que o estabelecimento fica fechado até retomar a normalidade), seus clientes e funcionários ficam muito mais seguros.

Para ajudar outros empresários a tomarem conhecimento da necessidade de investir em segurança, faça sua parte e compartilhe este artigo em suas redes sociais!

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