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Criminalidade no Brasil: 14 fatos provam que você precisa se proteger
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Criminalidade no Brasil: 14 fatos provam que você precisa se proteger

Nosso País está entre as nações com as maiores taxas de homicídio do mundo, sendo considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos lugares mais violentos para viver.

O aumento da criminalidade no Brasil é sentido no dia a dia, predominando em reportagens em que os cenários retratados são, muitas vezes, estabelecimentos comerciais de pequeno a grande porte.

Neste artigo, você confere 14 fatos que comprovam a necessidade de se investir em medidas de segurança para proteger seu negócio, seus funcionários e seus clientes!

1. Uso intenso de armas de fogo

O Atlas da Violência 2019, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), usou dados do Ministério da Saúde (MS) para mostrar um recorde na taxa de homicídios: em 2017, foi registrada uma média de 31 assassinatos por 100 mil brasileiros. Dessas mortes, 2,4% foram causadas por disparos de armas de fogo.

Quando há o anúncio de um assalto, além da recomendação de nunca reagir, os funcionários devem ser instruídos para manter a calma e não fazer movimentos bruscos, afinal, há grandes chances de os bandidos estarem armados.

Em estabelecimentos que têm sistemas de monitoramento, é possível acionar o botão do pânico — escondido em um local estratégico — e denunciar a ocorrência à central de segurança, que tomará as providências cabíveis.

Quando os meliantes deixarem o local, deve-se ligar para a polícia (190) e registrar um boletim de ocorrência (BO).

2. Diversidade de métodos usados pelos criminosos

Em estabelecimentos com alarmes, é comum que os criminosos ordenem, imediatamente, que o equipamento seja desarmado.

Contar com um sistema com senha de coação — a qual desarma o alarme, mas, ao mesmo tempo, emite um alerta à central de monitoramento — é mais uma medida de segurança que vale a pena.

Também é bastante comum que os criminosos rendam os funcionários e os mantenham trancados no banheiro. Por isso, vale a pena instalar um botão do pânico no local e orientar a equipe sobre como usá-lo.

Por fim, quem faz uso de cofre na empresa deve ter mais de um, colocando um deles em um lugar improvável. O outro pode ficar em um ponto intencionalmente óbvio, com o intuito de ser encontrado e, assim, despistar os criminosos.

3. Maior incidência de assaltos ao anoitecer

Ainda de acordo com levantamentos de diversas Secretarias de Segurança Pública (SSP) apresentados no Atlas da Violência, com base em dados georreferenciados, a maior parte dos crimes ocorre no período entre 18 horas e meia-noite.

Por conta da elevada criminalidade no Brasil, muitos estabelecimentos simplesmente optam por fechar as portas ao escurecer.

Porém, alguns comércios registram maior movimento justamente durante a noite — o que impossibilita o fechamento. Nesse caso, é comum os comerciantes contratarem seguranças particulares profissionais e bem capacitados.

4. Aumento de comportamentos suspeitos

O conceito de vizinhança solidária pode ser usado não só para melhorar a sensação de segurança nas residências, mas também nos comércios.

Trata-se de um programa de prevenção situacional — amparado no Art. 144 da Constituição Federal, que diz que a segurança é um dever do Estado, mas também uma responsabilidade de todos — no qual as pessoas se tornam fiscais do meio em que convivem.

Para isso, os cidadãos precisam agir de maneira proativa, mantendo contato com a companhia de Polícia Militar ou o Conselho Comunitário de Segurança mais próximo.

Uma vez formado o grupo de vizinhos solidários, pode-se usar um aplicativo de troca de mensagens para se manterem informados e, se necessário, acionarem a equipe de ronda policial.

São exemplos de ações consideradas suspeitas:

  • indivíduos com volumes anormais sob as roupas;
  • motociclistas ou ciclistas passando devagar e reparando no interior de um estabelecimento;
  • pedestres fazendo o mesmo caminho repetidas vezes, observando o comércio;
  • pessoas acompanhadas em caixas eletrônicos e que aparentam estar oprimidas;
  • supostos clientes que passam muito tempo sem demonstrar interesse em nenhum item, mas não se retiram;
  • clientes gastando grandes quantias de dinheiro, fora dos padrões esperados.

5. Dificuldade em identificar um ladrão

A máxima de que há um estereótipo para bandidos é um erro, visto que eles podem estar presentes de diferentes formas na sociedade, trajados como estudantes ou trabalhadores, por exemplo. Por isso, é preciso prestar atenção ao que acontece no estabelecimento e no seu entorno — nesse caso, com câmeras próprias para ambientes externos.

Além disso, o comércio deve ser bem iluminado, tanto na fachada quanto internamente. Quem está do lado de dentro precisa enxergar o que se passa no exterior e vice-versa.

Se existirem vitrines, o ideal é que sejam de vidro e com fundos vazados. Em caso de estabelecimentos de esquina, recomenda-se, ainda, o uso de vitrines laterais.

Já os caixas, que costumam ser alvos, devem estar estrategicamente posicionados, ficando próximos às saídas e, ao mesmo tempo, oferecendo visão ampla da rua.

6. Ação crescente de aproveitadores

Para inibir furtos de pequenos objetos, invista em superfícies espelhadas. Melhor ainda é a instalação de câmeras de segurança, que permitem controlar a movimentação interior, principalmente quando há pontos cegos.

Prefira equipamentos Full HD, que proporcionam maior alcance e melhor definição, além de permitirem o monitoramento à distância.

Outra medida importante é manter o controle do estoque sempre atualizado para evitar que furtos passem despercebidos. Produtos mais visados devem ser armazenados em posições estratégicas, sob a vigilância constante de câmeras.

7. Arrombamentos com veículos

A maioria dos criminosos age na surdina. Outros, no entanto, não se importam em chamar a atenção — como representantes das chamadas “gangues da marcha a ré”.

Para proteger as portas de aço desses arrombamentos, os comerciantes usam a criatividade: instalam guard rails, que são estruturas resistentes na frente do estabelecimento e que funcionam como uma mureta de contenção.

Assim, vale ressaltar que, independentemente do tipo de invasão, é importante investir em câmeras com sensores infravermelhos, que deixam as imagens noturnas muito mais nítidas.

8. Criminosos infiltrados onde menos se espera

Mantenha a discrição acima de tudo. Evite contar dinheiro na frente de clientes ou de funcionários que não trabalhem diretamente no caixa.

No caso de realizar depósitos com regularidade, alterne os horários e os trajetos das idas ao banco. Além disso, evite sacar dinheiro e prefira sempre transferências bancárias.

9. Aumento das ações de oportunistas

Faça contratações cuidadosas. Peça referências de colaboradores temporários e, até mesmo, de prestadores de serviços, como pintores, eletricistas, encanadores, pedreiros, entre outros.

Caso a chave de alguma porta de entrada suma, providencie a troca do segredo da fechadura o mais breve possível. Se puder investir um valor mais alto, livre-se do problema definitivamente instalando um sistema de acesso por biometria — especialmente em ambientes restritos.

10. Capacetes usados com má intenção

Com tantos registros de criminosos invadindo estabelecimentos escondendo o rosto, não se sinta constrangido ao colar cartazes, em locais visíveis, comunicando a proibição da entrada de pessoas usando capacetes.

Ao mesmo tempo, é preciso ter bom-senso: motociclistas segurando seus capacetes nas mãos devem ser bem-vindos, assim como pessoas usando mochilas.

11. Inexistência de locais a salvo da criminalidade no Brasil

O alto tráfego de pessoas em estabelecimentos comerciais, como farmácias, padarias, supermercados, bares e restaurantes, além de lojas de vestuário, telefonia e produtos para o lar, entre outros, não afugenta a ação de criminosos — muito pelo contrário.

Eles aproveitam para saquear os estabelecimentos e os clientes, causando prejuízos financeiros e colocando a vida de todos em risco. Infelizmente, locais 100% à prova desses elementos não existem, nem mesmo em shoppings centers.

12. Desigualdade social

O Atlas da Violência chama de “abismo” a desigualdade social entre municípios brasileiros. Ao fazer uma comparação entre as 20 cidades mais violentas e as 20 menos violentas, é possível perceber com clareza esse aspecto. Os dados apontam, ainda, para uma temível projeção da violência anos à frente.

Com relação à pobreza, um comparativo entre Jaú – SP (uma das menos violentas) e Maracanaú – CE (uma das mais violentas) mostra que a porcentagem de crianças pobres em Jaú é de 5,9%, enquanto, em Maracanaú, é de 29,1%.

Analise, agora, a taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos. Vamos ver 2 cidades que ficaram com valores próximos à média em sua categoria. Marituba – PA (do grupo das mais violentas) registrou uma taxa de 26,0%. Já Americana – SP (do grupo das menos violentas) apontou 10,2% de taxa de desocupação.

Com base nesses dados, pode-se concluir que a desigualdade social e a falta de oportunidades contribuem significativamente para o aumento da criminalidade.

13. Baixo investimento em educação

Novamente, o Atlas da Violência nos ajuda a perceber o diferencial que a educação exerce na segurança da população.

Em sua análise, foi constatado que “a média do percentual de jovens entre 15 e 24 anos que não estudavam, não trabalhavam e eram vulneráveis à pobreza era quatro vezes maior no conjunto dos mais violentos”.

No atendimento escolar para crianças de 0 a 3 anos, nota-se uma diferença grande também: nas cidades menos violentas, a média de crianças que frequentavam a escola era de 37,4%, enquanto, nas cidades mais assoladas pela violência, essa taxa foi de apenas 21,6%.

14. Baixa cobertura de segurança

Muito se discute sobre a necessidade de mais monitoramento policial. Isso envolve aumentar o quadro de pessoal da polícia, comprar mais e melhores armamentos, investir em tecnologia e em sistemas de vigilância pública etc.

Argumentos contrários, no entanto, se apoiam nos dados sobre desigualdade social para demonstrar que é mais importante direcionar fundos para a educação da população e para a ressocialização de presos, e não para o combate.

A questão é que essas são soluções em curto e médio prazo, e quem tem comércio sabe: não dá para esperar. Medidas imediatas são urgentes para inibir a ação de meliantes.

Nesse contexto, vale lembrar que um assalto não causa apenas prejuízos diretos (como o furto de dinheiro do caixa e/ou de mercadorias), mas também indiretos (decorrentes do tempo em que o estabelecimento fica fechado até retomar a normalidade).

A falta de monitoramento contribui para a sensação de desproteção da população e para o sentimento de impunidade dos infratores. Essa tem sido a realidade de muitas cidades brasileiras nas quais a força policial é superada pelos bandidos, como aconteceu no Ceará em 2019.

Sendo assim, a melhor maneira de os comerciantes se protegerem da criminalidade no Brasil é combinando diversas medidas protetivas. Com isso, o risco de assaltos diminui, e seus clientes e funcionários ficam muito mais seguros.

Para ajudar outros empresários a tomarem conhecimento da necessidade de investir em segurança, faça sua parte e compartilhe este artigo em suas redes sociais!

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