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Fonte para CFTV: saiba como escolher o modelo ideal
Segurança

Fonte para CFTV: saiba como escolher o modelo ideal

É preciso levar em consideração uma série de elementos para garantir o sucesso da montagem de um projeto de Circuito Fechado de Televisão. Entre eles, um dos principais se relaciona à escolha do modelo ideal de fonte para CFTV.

Obviamente, itens como o estado da tubulação e os locais de passagens dos fios de aparelhos voltados ao abastecimento de câmeras de segurança também são questões imprescindíveis.

A quantidade necessária de amperes para o correto funcionamento de câmeras é outro fator que, devido à sua relevância, não deve ser negligenciado — sobretudo porque certas câmeras tendem a consumir níveis abusivos de eletricidade.

Neste post, porém, vamos nos concentrar nos melhores tipos de fontes para CFTV, abordando quais os principais, bem como qual a forma de calcular sua capacidade e os critérios essenciais para selecionar a melhor alternativa para o seu projeto. Boa leitura!

Qual a importância de uma boa fonte para CFTV?

A quantidade de câmeras a ser instalada influencia diretamente no dimensionamento de suas fontes de alimentação. Uma fonte, por exemplo, de 12v/1A é capaz de oferecer a energia necessária para alimentar cerca de 4 câmeras (consumindo, cada uma, 250 mA, com leds infravermelhos ativados em modo noturno).

Todavia, é altamente necessário ficar atento ao fato de que as câmeras apresentam distintos consumos de corrente em modo noturno e diurno, à medida que os leds infravermelhos se acendem. Por essa razão, em projetos de CFTV, é preciso considerar os consumos de correntes necessários para o funcionamento de câmeras durante a noite também.

Ao utilizar um cabo do tipo UTP de rede, você possibilitará a conexão de, no máximo, 4 fontes de alimentação (que serão compartilhadas), sendo conhecidas como “fontes promocionais”. As fontes desse tipo podem fornecer a energia necessária para diversas câmeras, além de serem posicionadas em locais estratégicos.

Quais os principais tipos de fontes?

Dúvidas acerca de quais fontes usar em um projeto de CFTV é algo bastante comum. Afinal, isso dependerá das especificidades do planejamento realizado e, também, das preferências e afinidades dos clientes — isto é, aquelas câmeras e demais sistemas que eles sempre compram e raramente enfrentam problemas.

Com efeito, há diferentes tipos de fontes. Os principais tipos utilizados em projetos de CFTV estão listados a seguir.

Colmeia

As fontes colmeia têm carcaças com furos, a fim de ajudar na ventilação, lembrando, de fato, os buracos existentes em uma colmeia. Elas são indicadas para alimentar grandes quantidades de câmeras, pois é possível utilizar fontes de 5 amperes. Dependendo das câmeras utilizadas, elas podem alimentar até 7 de uma só vez.

Evidentemente, ao passar cabos coaxiais que já tenham os pares de alimentação, você obterá uma ajuda muito útil, empregando esse tipo de fonte com maior tranquilidade. Entretanto, não é obrigatório usar apenas esse tipo de cabo.

Eletrônica estabilizada

Essas fontes, sem dúvidas, são as mais populares e mais comumente encontradas entre os instaladores. Elas têm a facilidade adicional de serem colocadas junto à cada câmera, evitando a tarefa de passar cabos alimentadores em separado.

Dito de outra forma, ao passar cabos de rede, você poderá instalar até 4 câmeras (apenas o vídeo) e, posteriormente, instalar essa fonte para sua alimentação.

Individual

Diferentemente das anteriores, essas fontes estão mais sujeitas ao chamado “loop de terra”, uma vez que não contam com o terceiro pino, de modo que as câmeras ficam na mesma referência de terra que o seu respectivo DVR.

Ainda que a fonte individual usada tenha o terceiro pino, não será fácil que os pontos de terra próximos às câmeras estejam no mesmo potencial que os pontos de terra próximos aos DVRs.

Outra característica marcante da fonte individual é a maior dificuldade de manutenção. Com efeito, as fontes são espalhadas nas proximidades das câmeras, no interior de caixas protetivas instaladas em locais altos ou até mesmo dentro de forros.

Considere, por exemplo, que uma dessas fontes venha a queimar em um shopping center. Nesse caso, você teria que aguardar o estabelecimento fechar para que alguém fosse até lá durante a noite, portando uma escada, para realizar a substituição.

Isso implica em horas extras de trabalho (no mínimo, 1 hora). Caso fosse utilizada uma fonte centralizada, por exemplo, ela estaria no interior do rack, dentro de uma sala de segurança, e, assim, poderia ser trocada em poucos minutos, a qualquer tempo, tanto em residências quanto em localidades comerciais, por exemplo.

Centralizada

A alimentação centralizada, propiciada por essa fonte, surgiu para reduzir ou eliminar problemas recorrentes nas instalações de CFTV, tais como os relacionados à falta de infraestrutura elétrica.

Os instaladores obtêm mais liberdade ao alimentar esses sistemas como uma fonte única e mais potente, não se limitando e assegurando a instalação de câmeras em locais realmente necessários.

Com efeito, a agilidade de utilizar a alimentação centralizada tende a representar um importante diferencial para os profissionais da área, que, dessa forma, conseguem realizar propostas com menores prazos de entrega em comparação à concorrência.

Além da liberdade em posicionar as câmeras e a agilidade das instalações, um dos elementos mais relevantes propiciados pelas fontes centralizadas é, sem dúvida, o incremento na segurança do CFTV. O nível de segurança pode ser ainda mais ampliado por meio de um nobreak, garantindo o funcionamento do CFTV até mesmo em situações nas quais falta alimentação.

Como calcular a capacidade para a fonte?

Basta, por exemplo, tomar as correntes de consumo devidamente informadas nas especificações de cada DVR e câmera e dividi-las por 0,8 — neste exemplo, partimos do pressuposto de que as câmeras em questão serão alimentadas pela mesma fonte que o DVR.

Tenha em mente, porém, que para as câmeras IR você deve considerar, sempre, o consumo referente ao canhão de IR ligado. Observe os seguintes exemplos:

  • 8 câmeras IR de 30 m consumindo 400 mA (8 x 0,4 A: 3,2 A);
  • 8 câmeras IR de 40 m consumindo 500 mA (8 x 0,5 A: 4 A);
  • DVR de 16 canais consumindo 2 A;
  • total de 3,2 + 2+ 4: 9,2 A (podendo ser fornecido por fontes de 10 A);
  • todavia, ao dimensionar as fontes para trabalharem, no máximo, à 80% de sua própria capacidade, teremos: 9,2 / 0,8: 11,5 A.

Desse modo, a fonte a ser usada deverá ser de, pelo menos, 11,5 A.

Como escolher a fonte ideal?

Para escolher a fonte ideal é imprescindível compreender que ela é um dos elementos do sistema de CFTV e, como tal, deve ser selecionada em conformidade com os demais fatores que o compõe.

Nesses sistemas temos, principalmente:

  • a seleção de cabos (tanto da distância utilizada quanto da bitola);
  • as câmeras propriamente ditas e suas especificações.

Caso não esteja habituado a fazer os cálculos necessários e, tampouco, queira perder tempo com pesquisa de dados, o mais indicado é instalar os cabos e as câmeras para, na sequência, medir a tensão por meio de um multímetro.

Isso deve ser realizado nas entradas de alimentação junto às câmeras. Se, eventualmente, houver quedas, então a fonte de CFTV deve ser substituída por uma de maior tensão, a fim de chegar o mais próximo possível aos 12 VDC.

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