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Você sabe o que é o protocolo ONVIF? Confira nosso texto sobre o assunto
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Você sabe o que é o protocolo ONVIF? Confira nosso texto sobre o assunto

Se você é um empreendedor que sente constantemente necessidade de melhorar a segurança do estabelecimento e sempre está buscando os melhores equipamentos oferecidos no mercado para isso, conheça agora o protocolo ONVIF e como ele contribui para os projetos de CFTV IP.

Esse é um padrão usado mundialmente pelas indústrias especializadas em vigilância por vídeo, com sistemas avançados de gravação e interconexão por câmeras IP. Criado pelas gigantes do comércio Axis, Bosch e Sony, há mais de 5 mil produtos que se compatibilizam com o modelo ONVIF (câmeras IP e NVRs). Vamos conhecer mais!

O que é o protocolo ONVIF?

A sigla ONVIF se refere à nomenclatura Open Network Video Interface Forum, ou “Fórum Aberto de Interface de Vídeo em Rede”.

Basicamente, esse padrão funciona emitindo comandos por meio de códigos através do gravador para as câmeras conectadas a ele, produzindo imagens em alta resolução e qualidade, seja qual for a marca que estiver usando. Ou seja, é um sistema global controlado por meio do IP (identificação da máquina).

Ele se destaca pelas suas atribuições; afinal, trata-se de um padrão mundial da indústria de vigilância eletrônica para a interconexão entre as câmeras IP e os sistemas de gravação, independentemente das marcas escolhidas.

Quando ele foi criado?

A organização privada ONVIF foi criada em 2008, em um esforço conjunto entre as empresas Axis, Sony e Bosch. Atualmente, as instituições tem mais de 500 fabricantes entre os seus membros.

O comitê-diretor da organização é formado pelas empresas fundadoras e também por Honeywell, Pelco e Schneider Electric. Além das centenas de fabricantes, a ONVIF já conta com mais de 5.000 produtos compatíveis com o seu padrão.

É interessante notar que as câmeras de um fabricante não se comunicavam com o gravador de uma segunda empresa. Dessa forma, caso os contratantes quisessem substituir apenas um dos equipamentos, não era possível, já que muitos técnicos de segurança eletrônica realizavam projetos com uma só marca. Isso foi modificado pela implementação do padrão.

Com a facilidade proporcionada pela comunicação entre os diferentes fabricantes, o cliente final passou a ter maior autonomia para substituir equipamentos — e sem perder o padrão de excelência estabelecido por um projeto bem executado.

Um exemplo de aplicação é a grande quantidade de projetos com câmeras IP que encontramos atualmente. Caso o padrão não tivesse sido implementado, sistemas com câmeras analógicas teriam que ser descartados do zero, já que a compatibilidade seria difícil.

Quais são os objetivos do ONVIF?

Basicamente, o protocolo tinha como principal diferencial a busca pela padronização da comunicação entre os dispositivos de vídeo em rede. Outra meta era facilitar a interoperabilidade entre os produtos de um sistema de segurança, independentemente do fabricante.

Além disso, o padrão facilitou a convergência entre as fabricantes de produtos. Afinal, a possibilidade de combinar diferentes opções trazia mais rentabilidade para essas organizações, uma vez que a praticidade passou a atrair mais consumidores para os equipamentos de segurança eletrônica.

ONVIF é o único padrão?

Apesar da sua ampla aceitação, há outros protocolos que buscam unificar a utilização de diferentes equipamentos em um mesmo projeto, como o PSIA, que, inclusive, surgiu antes do ONVIF, mas não contou com o apoio de grandes fabricantes para seguir adiante. Dessa forma, o caminho ficou aberto para a solução conjunta desenvolvida por Axis, Bosch e Sony.

Hoje, o ONVIF é utilizado mundialmente pela maioria dos fabricantes de câmeras IP em sistemas de CFTV, por exemplo, e em estruturas de videomonitoramento em geral.

Quais são as suas vantagens e dificuldades?

Agora que você já sabe um pouco sobre o protocolo ONVIF, listamos uma série de vantagens e desvantagens desse padrão. Confira conosco!

Vantagens

A grande vantagem do ONVIF é justamente proporcionar a comunicação entre diferentes marcas de gravadores de vídeo em rede e câmeras IP de fabricantes diversos, algo que não era possível antes do desenvolvimento desse tratado.

Dessa forma, o consumidor final é quem mais se beneficia, pois tem uma ampla liberdade de opções para fazer a escolha que mais vai agradar. Também, se adapta facilmente aos diferentes softwares, sendo de fácil programação.

Se pudermos resumir, ele permite executar tarefas com funções basilares no equipamento, para que o cliente tenha autonomia praticamente total sobre o sistema e, desse modo, seja capaz de manejar integralmente os recursos oferecidos pelo fabricante.

Dificuldades

Como nada neste mundo é perfeito, o padrão também acarreta certas dificuldades. Elas se mostram de forma mais incisiva nos protocolos individuais que cada empresa cria para si. Com isso, algumas versões dos desenvolvedores e até o tipo de integração que utilizarmos poderão limitar nossa experiência com ele.

Se cada produtor faz seu ONVIF com detalhes específicos e diferenciados, podemos concluir que são especiais, como a tecnologia FishEye (olho de peixe), e, portanto, o sistema não os suportará.

Essas desvantagens podem aparecer com indicadores como a banda larga estar consumindo mais dados do que o normal e dificuldades do programa em reconhecer os eventos de análise dos vídeos que são feitos pelas câmeras. Também podem ocorrer erros no momento de transmitir os áudios das gravações.

Ainda, é possível que sejam geradas listas diferentes do padrão usado no equipamento e que haja restrições no zoom ou quando se quer focar a imagem de algum dispositivo. Outra coisa que acontece, de maneira mais rara, é o ajuste dos frames ou de bit rate ficar limitado.

Por essas razões, é importantíssimo que, antes de fazer a integração entre os equipamentos por meio do protocolo ONVIF, seja verificado o número da versão de software que se está utilizando, para não incorrer nesses inconvenientes e garantir a eficiência total.

Quais são as suas funcionalidades?

Além das configurações e utilidades de vídeo, podem ser trabalhadas outras funções importantes pelo protocolo ONVIF, como o uso de alarmes, audiometria, controle de PTZ e vídeo analítico, variando de acordo com as atualizações fornecidas pelo fabricante.

Atualmente, existem duas versões desse padrão, que são a 1.x e a 2.x. No entanto, a primeira já está tão ultrapassada que praticamente nenhum fabricante que queira manter seus clientes ativos a vende mais.

Logo, a mais atualizada tem uma variedade de perfis que permitem suportar diferentes programações e aplicações. Entenda melhor abaixo!

Profile S

Considerado o modelo mais básico, pode ser encontrado na maioria esmagadora dos dispositivos de segurança comercializados, pois executa as funções conhecidas mais comuns. Esse perfil suporta apenas os chamados streamings de vídeo feitos da câmera para a fonte de monitoramento principal.

Ele tem as vantagens direta do baixo custo e da simples manutenção, sendo, por isso, um dos mais vendidos por empresas desse ramo.

Profile G

Esse já tem uma amplitude de funcionalidades maior, abrangendo o armazenamento das gravações, permitindo esse controle especial para, por exemplo, guardar informações no cartão de memória e consultá-lo por meio de um VMS, se preciso. Ainda, é capaz de suportar desde operações simples, como de áudio, até as de metadados.

Isso é claramente um benefício enorme para um lojista, pois, dessa forma, pode prevenir ou identificar infratores que cometem furtos dentro de estabelecimentos ou mesmo para monitoramento de colaboradores sem precisar estar no momento para flagrar determinada ação.

Profile Q

Esse é o perfil mais avançado atualmente, dando ao gestor a permissão de detectar câmeras por meio de uma busca minuciosa no sistema. Além desse benefício, há possibilidade de aprimorar a segurança, eliminando senhas padronizadas e trabalhando com códigos dinâmicos.

Isso leva o comprador dos produtos ligados ao ONVIF ao conforto de estar fazendo um investimento certeiro, que dará mais tranquilidade ao seu estabelecimento.

Profile T

Foi lançado em setembro de 2018 pela ONVIF. Trata-se de um perfil de streaming de vídeo de alto nível, destinado a complementar o Profile S. Além de oferecer conexão entre software e hardware via HTTPS (protocolo de comunicação criptografado), ele ainda conta com outros recursos, como:

  • a integração entre os dados compartilhados entre as câmeras e os softwares, principalmente por meio dos metadados das imagens;
  • áudio bidirecional;
  • fornecimento de configuração diferenciada de parâmetros de imagens;
  • suporte aos codecs de compressão H.265 e H.264;
  • configuração de alarmes de detecção de movimento e de intrusão.

O que deve ser observado quanto à compatibilidade?

Como dito, infelizmente, não são todos os dispositivos que se conectam ao protocolo ONVIF, principalmente pelo fato de não serem confiáveis. Muitas vezes pirateados, há, inclusive, aqueles que enganosamente ostentam em sua caixa ou no próprio produto que são compatíveis.

Esses fabricantes apenas não contavam com a tática inteligente das empresas em criar uma página oficial, que mostra a lista com todos os itens compatíveis, fazendo um combate a esse tipo de prática incorreta e, por vezes, danosa ao próprio consumidor.

Podemos concluir que o protocolo ONVIF tem muito a evoluir, devido aos diversos desafios que levam para o mundo tecnológico. Porém, se apresenta, hoje, como o sistema de segurança em vídeo mais capacitado e com melhor custo-benefício do mercado, pois, como dito no início, dá uma liberdade de escolha ao cliente muito ampla, que beneficia tanto ele quanto os fornecedores.

Gostou do que leu sobre esse assunto? Tem mais alguma informação útil que poderia acrescentar para enriquecer o conteúdo, ajudando as pessoas a se esclarecerem mais sobre o ONVIF? Então, não se esqueça de deixar seu comentário aqui no post; ele é muito importante para nós!

 

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