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Aprenda a melhorar um sistema de CFTV feito por outro profissional
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Aprenda a melhorar um sistema de CFTV feito por outro profissional

Infelizmente, o Brasil atravessa por um episódio delicado em sua segurança pública. Como resposta a essa situação, muitas empresas têm investido pesado na manutenção de suas estruturas de segurança patrimonial. Por conta disso, é bastante comum que esse setor seja altamente requisitado, inclusive no aperfeiçoamento de um sistema de CFTV já existente.

Mas afinal de contas, o que fazer nessa situação? Esse é o momento em que o instalador precisa se destacar, oferecendo sugestões coerentes, tanto ao orçamento quanto às necessidades do cliente em questão. Sendo assim, preparamos este post com as melhores dicas a esse momento. Acompanhe!

Como aperfeiçoar um sistema de CFTV já implementado?

Essa é uma realidade cotidiana aos representantes das empresas de segurança patrimonial. Perceba que muitas vezes, as empresas passam por reestruturações e, sob novas gerências, decidem ampliar o investimento em proteção, sob a condição de aproveitar os dispositivos instalados, o que é uma atitude coerente e respeitável, não é mesmo?

Mas é aqui que o profissional deverá pensar fora da caixa. Para nós, o maior segredo para essa análise está em identificar as vulnerabilidades do sistema atual, examinando:

  • o número e posicionamento das câmeras;
  • o estado de conservação dos dispositivos;
  • a estabilidade e proteção do sistema contra eventuais interrupções;
  • o nível de segurança no armazenamento das imagens e áudios captados;
  • a compatibilidade de cabeamento e formatos entre os dispositivos integrados.

Naturalmente, você poderá lembrar de outros critérios importantes, na medida em que avança pelo perímetro da empresa, descobrindo novas prioridades e falhas passíveis de modificação. De qualquer maneira, abaixo, compilamos os principais investimentos para aprimorar um sistema já existente. Confira!

Nobreak

O primeiro e muito provavelmente, mais importante item! O nobreak é capaz de blindar toda a operação de monitoramento de eventuais falhas no abastecimento elétrico da empresa. Se durante a visita ou conversa, você constata a ausência desse dispositivo, saiba que é ali que se deve priorizar os primeiros recursos do seu cliente.

Explique a ele de maneira didática e camarada sobre a importância e papel dessa ferramenta. Inclusive, reforce seu argumento com uma infeliz informação operacional da criminalidade, que não raramente, derruba o fornecimento elétrico das empresas, antes de acessar o perímetro. Sendo assim, a ausência de um nobreak pode ser considerada como uma vulnerabilidade gritante.

Cabeamento

Já em um segundo momento, nossa recomendação é para que você priorize sua atenção à infraestrutura cabeada da companhia. Empresas muito antigas podem apresentar duas alternativas:

  1. cabos de alta qualidade, compostos integralmente em cobre e devidamente homologados pela ANATEL;
  2. cabos de baixa qualidade, gastos, de liga metálica e sem a certificação da agência reguladora.

Logo aqui, você conseguirá identificar a priorização que as gestões anteriores tiveram com a segurança, pois como é de se esperar, as alternativas menos resistentes e clandestinas também são as mais baratas. Então, identificando a opção “barata que sai caro”, explique a situação ao seu cliente, apontando a necessidade em trocar todo o cabeamento por um devidamente certificado.

Cloud

Essa é uma modificação coerente às empresas que pretendem atualizar seus sistemas e que, portanto, ainda não contam com alguma solução de manutenção, notificação e armazenamento na nuvem. Pois bem, esse é um investimento que precisa ser feito, sobretudo para entregar flexibilidade na utilização desse sistema de CFTV.

A aplicação mais óbvia da tecnologia está no armazenamento das imagens em um servidor virtual, garantindo um backup eternamente protegido, inclusive nas situações em que há a avaria ou roubo das centrais de armazenamento físico, tais como os HDs e DVRs.

No entanto, as soluções em nuvem já podem ser utilizadas com maior versatilidade, se estendendo para além da segurança dessas informações em um cofre virtual. Uma solução de cloud computing pode, por exemplo, notificar o cliente por meio do envio das imagens ao seu e-mail, tão logo identificar uma invasão de perímetro. Tudo em tempo real.

Resolução

A tecnologia avança, isso é um fato. No entanto, a engenhosidade dos agentes criminosos também. E é justamente por conta disso que você deve argumentar a favor da atualização das câmeras presentes no seu cliente. É simplesmente indefensável sair de uma empresa, com a sensação de dever cumprido, sabendo que as câmeras capturam imagens em 480p.

Essa resolução atrapalhará qualquer perícia que se preste ao trabalho de descobrir algo. Hoje em dia, todos os detalhes precisam estar nítidos para garantir assertividade aos clientes. Câmeras que capturam imagens em 1080p, 4 mega ou até mesmo 5 megapixels são indispensáveis à identificação de placas de veículos, objetos sob vestimentas e demais situações semelhantes.

Inclusive, vale ressaltar a importância de investir no cabeamento, na antecedência das câmeras de alta resolução. Perceba que essa é uma boa oportunidade para explicar ao cliente que os cabos de baixa qualidade (liga de alumínio cobreado) não conseguem transferir imagens de alta resolução de forma consistente, prejudicando tanto a captação das imagens quanto sua visualização nos monitores.

Ajustes

Por último, mas de igual relevância, existem os ajustes finais. Afinal de contas, os novos dispositivos, cabeamentos e sistemas precisarão da competência técnica para serem devidamente configurados, entregando a agilidade e proteção esperada pelo cliente. Como exemplo:

  • avaliar qualidade e posicionamento dos cabos de vídeo, eliminando emendas, dobras, torções e afins – o mesmo vale para os cabos de energia das câmeras;
  • implementação de Loop de Terra em perímetros grandes, evitando a instabilidade do sinal;
  • ajustar as câmeras com lente varifocal automática de acordo com as especificações orientadas pelo fabricante;
  • calcular o MTBF pela equação Tempo Médio Entre Falhas = (Tempo Total Disponível – Tempo Perdido) / (Quantidade de Paradas);
  • calcular o MTTR pela equação Tempo Médio de Reparo = (Tempo Total de Reparo) / (Número de Falhas).

Como pôde ver, são inúmeras as maneiras pelas quais você poderá ajudar o seu cliente, aprimorando a operação através da segurança do sistema já integrado. No fim das contas, esteja comprometido com a o refinamento da proteção ao patrimônio dessa empresa, e assim, conquiste a fidelidade da clientela perante os seus serviços.

E aí, gostou deste artigo elencando as melhores sugestões para melhorar um sistema de CFTV? Então não perca a chance de se aprofundar no tema, conferindo o nosso conteúdo especial à implementação de projetos de segurança!

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5 Comentários

  1. Dimas Renato da Cruz

    Muito boa matéria. Estao de parabéns.

    1. Giga Security
      Giga Security

      Excelente, Dimas! Agradecemos o retorno!

    2. Giga Security
      Giga Security

      Agradecemos o comentário, Dimas!

  2. Jorge Bueno

    Bom dia. Sem dúvida os referendados neste post são de grande valia, porém, no mesmo ou em uma sequência as dicas técnicas para realização de algumas tarefas sugeridas devia estar disponível. Ex: cálculo de MTTR.

    1. Giga Security
      Giga Security

      Olá, Jorge! Vamos buscar sobre o assunto e buscaremos postar. Agradecemos o feeedback!

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