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Reconhecimento de placas: fique por dentro dessa tendência!
Tecnologia

Reconhecimento de placas: fique por dentro dessa tendência!

Em um mercado bastante competitivo e técnico como o da segurança eletrônica, é muito importante que o profissional da área esteja sempre em busca de novas soluções para os seus serviços, identificando como melhorar seus trabalhos com tecnologia e eficiência de custo.

Sendo assim, elaboramos um post que dá contexto a esse tema. O nosso objetivo é explicar tudo o que você precisa saber sobre o reconhecimento de placas, aprimorando a sua capacidade de oferecer projetos de CFTV ainda mais complexos, precisos e modernos. Vamos lá?

A importância de se manter atualizado no mercado

O fundamento da tecnologia é e sempre foi a simplificação de problemas. Com um desenvolvimento alavancado por milhões de profissionais em todo o mundo, seguimos em uma constante busca do desconhecido, da próxima grande inovação.

Exatamente o mesmo acontece no mercado de segurança em HD, mas aqui as demandas são ditadas pelas necessidades do monitoramento patrimonial. Entre essas urgências, sempre houve uma de grande destaque: a leitura e identificação de placas.

Afinal de contas, esse é um recurso fundamental não apenas para o setor privado, mas para toda a esfera do Estado, sendo uma tecnologia importantíssima para a manutenção da segurança pública, com o potencial de facilitar a investigação criminal e reduzir o número de transgressões — justamente pela maior eficiência na identificação de culpados.

No Brasil, essa necessidade é ainda mais acentuada, uma vez que o roubo de cargas e veículos continua sendo consideravelmente alto. O mesmo argumento vale para a situação da segurança pública, em que a sociedade poderia se tornar mais segura com a vigilância inteligente de uma grande malha de câmeras, facilitando a resolução de crimes e o monitoramento do tráfego urbano.

O impacto e funcionamento de um sistema de reconhecimento de placas

Em essência, um sistema de reconhecimento de placas é um recurso de análise inteligente de vídeo. Ou seja, a máquina alia sua capacidade técnica de hardware (captura de imagens) com o processamento aplicado de um software. Combinadas, as soluções entregam uma inspeção contextual de tudo o que está em cena.

Normalmente, essa tecnologia une conceitos de inteligência artificial e machine learning (ou aprendizado de máquina). Este pode ser entendido com uma fase de alfabetização do software, em que os desenvolvedores alimentam o sistema com milhões de referências contextuais daquilo que ele precisará identificar.

No caso da leitura de placas, o sistema é alimentado com milhões de imagens e vídeos com placas automotivas, em várias condições de luminosidade, angulação, distância, entre outros pontos. Com isso, os desenvolvedores têm o objetivo de treinar o software para alcançar o maior índice de reconhecimento possível, resultando em sistemas com precisão acima de 98%.

E é basicamente isso, pois a fase de aprendizado já explica o funcionamento do dispositivo em uma situação real, em que acontece a seguinte sequência de eventos:

  1. a câmera é posicionada em um local;
  2. um veículo passa por ele;
  3. a câmera captura a cena e reconhece o padrão imagético de uma placa, com base em sua alfabetização;
  4. então, o software roda uma análise comparativa com o seu banco de dados;
  5. caso o sistema identifique alguma compatibilidade suspeita, ele notifica o monitor do sistema.

Você pode se perguntar: mas o que é uma compatibilidade suspeita e que banco de dados é esse? Bem, essas questões são boas justamente por estarem relacionadas. O banco de dados pode estar atrelado ao próprio sistema de placas brasileiro, como o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP).

Com essa integração, é possível identificar quando um veículo irregular passa pelo perímetro monitorado, notificado em situação de roubo ou questões afins.

O banco de dados também pode ser um sistema de catalogação interna. Digamos que um condomínio tenha um controle rígido sobre os veículos que estacionam na área privativa, exigindo que seus moradores sempre cadastrem a placa de seus novos carros no sistema. Nesse caso, qualquer acesso suspeito pode ser anotado ao histórico, garantindo segurança jurídica ao local e a seus condôminos.

As aplicações dessa tecnologia

Agora, vamos à parte prática. Veja!

Radares

São os famosos pardais. Essas câmeras são amplamente utilizadas pelo poder público para o reconhecimento de motoristas negligentes, que normalmente conduzem acima dos limites de velocidade.

Estacionamentos

De shoppings, hospitais, estádios, mercados, teatros, órgãos públicos e afins — tanto em áreas externas como internas. O objetivo dessas aplicações é identificar veículos em atitudes suspeitas no perímetro, viabilizando investigações criminais de qualquer incidente que possa acontecer no local.

Monitoramento urbano

É a mesma aplicação usada nos estacionamentos, mas com foco em regiões abertas. Naturalmente, o profissional deve verificar as especificidades da instalação, garantindo um posicionamento que dê boa visibilidade e foco para que a câmera opere e leia as placas.

Os principais pontos de atenção

Então, vamos aproveitar o gancho do monitoramento urbano para apontar os principais fatores na hora da instalar essas câmeras.

Ângulo

Você precisa compreender o sistema. Ainda que ele tenha sido “alfabetizado” com milhões de imagens em todas as condições cenográficas possíveis, é seu dever fazer com que a câmera esteja na melhor posição para ampliar sua taxa de eficiência.

Por isso, note que ângulos muito inclinados provocam a distorção da imagem e, consequentemente, do formato da placa. Caso a distorção seja grande o suficiente, o sistema não entenderá que se trata de uma placa, mas sim de um objeto qualquer, portanto, ignorando a captura.

Distância

Logicamente, não é sempre que se pode posicionar a câmera em um spot perfeito. Mas você sempre deve trabalhar nas margens das suas possibilidades, encontrando o posicionamento mais racional entre distância, angulação e luminosidade.

Grosso modo, quanto mais próximas as câmeras, maior a nitidez operacional da imagem, facilitando o reconhecimento das placas. Ainda assim, você precisa encontrar um equilíbrio, considerando a distância focal das lentes para configurar os melhores parâmetros de captura.

Luminosidade

A menos que o dispositivo tenha um funcionamento híbrido entre luz ambiente e captura de infravermelho, você precisa considerar a luminosidade nas filmagens. Nesse caso, é interessante examinar pontos em que a incidência de luz de postes ilumine justamente o assunto da imagem — o objeto que entrará em foco, como a região central dos para-choques.

Velocidade

Por último, mas não menos importante: a velocidade dessas capturas. Se a aplicação tem o objetivo de fiscalizar velocidade em vias, é fundamental que o dispositivo seja capaz de capturar uma alta taxa de quadros por segundo (FPS/QPS).

Basicamente, quanto maior a quantidade de frames por segundo, maior a fluidez da cena e, por isso, menores a distorção da captura e o efeito fantasma — borrão na imagem provocado pelo deslocamento rápido do objeto da cena. Interessante, não é mesmo?

Agora que você já está superantenado na tecnologia de reconhecimento de placas, chega a hora de aprender ainda mais sobre o tema. Para tanto, confira agora o nosso post com os 8 melhores equipamentos de segurança para os seus projetos!

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