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Segurança de bancos: quais os elementos que a compõe?
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Segurança de bancos: quais os elementos que a compõe?

Entre a infinidade de estabelecimentos em uma economia, existem aqueles que se destacam no quesito segurança, justamente pela natureza de suas atividades. Com isso em mente, preparamos um artigo especial para falarmos sobre os elementos que compõem a segurança de bancos, que são instituições altamente visadas pela ação criminosa.

Pensando nisso, compilamos nesta leitura algumas particularidades na proteção patrimonial desses ambientes, listando suas tecnologias, equipamentos, soluções e práticas operacionais. Agora, aproveite e aprenda ainda mais sobre o tema!

Quais os principais elementos que compõem a segurança de bancos?

Em um primeiro momento, vale lembrar que toda instituição financeira sediada no Brasil precisa respeitar algumas exigências fundamentais da Polícia Federal, que descreve em seu Plano de Segurança Bancária os requisitos indispensáveis na configuração do projeto desses estabelecimentos.

A grosso modo, essa regulamentação determina que a instituição submeta o seu planejamento à Polícia Federal, apresentando no mínimo 3 elementos de segurança, sendo 2 desses elementos específicos e obrigatórios:

  1. presença de vigilantes armados (obrigatório);
  2. alarme eficiente (obrigatório);
  3. dispositivos eletrônicos de filmagens, portas giratórias com detector de metais, cabine blindada ao vigilante e afins.

Mas como observamos anteriormente, esses são apenas os requisitos mínimos. Inclusive, basta utilizar da sua experiência pessoal para perceber como a ampla maioria dos bancos contam com equipes mais robustas do que as sugeridas pelos parâmetros acima, apresentando esses elementos e muitas outras soluções.

Essa supervisão da Polícia Federal sobre os bancos serve como um meio de garantir um piso básico de proteção a esses estabelecimentos e seus usuários, reconhecendo a probabilidade de ocorrências policiais nesses ambientes. Caso tenha interesse, você pode conferir as determinações do Plano de Segurança Bancária na íntegra. Agora, vamos à lista com os principais elementos de proteção aos bancos, confira!

Monitoramento: Circuitos Fechados de Televisão

Também conhecidos como CFTV ou CCTV, esses sistemas servem como uma rede interna na captação, armazenamento e supervisão das imagens no interior e arredores da instituição bancária. Como você já está familiarizado, esses circuitos são compostos por câmeras, sistemas de armazenamento e reprodução, telas, cabos e uma sala de controle.

Embora não seja considerado um dos 2 elementos específicos e obrigatórios pela Polícia Federal, o CCTV é uma ferramenta indispensável no cotidiano bancário, facilitando a observação de indivíduos com atitudes suspeitas, a identificação de infratores e a antecipação de um ataque. Para além disso, as imagens ainda são uma fonte imbatível na comprovação de ocorrências de todos os tipos, solucionando vários embates judiciais.

Acesso: Porta giratória com detector de metais

Outro elemento que, apesar de não obrigatório, equipa a grande maioria dos bancos no Brasil são as portas giratórias com detector de metais. Essas portas são excelentes soluções retardantes, já que desempenham inúmeras funções ao garantir o acesso do indivíduo. Em um primeiro momento, há o fator blindagem, que protege os indivíduos, que estão dentro do estabelecimento, dos riscos causados por eventuais disparos.

Depois, existem as práticas operacionais que, propositalmente, deixam os passantes vulneráveis. Isso acontece por meio daquela portinhola, na qual se deposita todos os objetos metálicos. Então, a pessoa precisa realizar o percurso da porta giratória, lentamente. Por conta do detector de metais, a porta travará o acesso caso identifique a presença do material inadequado.

Deslocamento: veículos especiais

Aqui, vale perceber que os veículos de transportes de valores não são necessariamente uma propriedade do banco, mas, ainda assim, compõem parte do plano de segurança operacional dessas agências. Essas unidades possuem todo tipo de reforço estrutural para suportar uma saraivada de tiros. Esse segmento é regulamentado pela Portaria nº 3.233 de 2012, que determina inúmeros níveis de blindagens para cada seção do veículo. Veja:

  • cabine e compartimento da equipe: opaca de nível III;
  • compartimento do cofre: opaca nível II-A;
  • para-brisa: transparente nível III;
  • visores: transparente nível III.

Para além disso, vale lembrar das demais exigências estruturais, como a presença de sistema de escotilhas que facilitem o contra-ataque, portas sem trincos externos e um sistema de comunicação ininterrupta com a base da empresa.

Informação: segurança digital

Mas engana-se quem pensa que os elementos de segurança se resumem apenas às soluções anteriores. Em pleno século XXI, os bancos investem pesado na proteção de suas redes, injetando recursos na contratação de serviços de segurança em camadas, blindando as fronteiras digitais da instituição com o restante do mundo.

Esse tipo de segurança é realizado em 4 camadas, com a mais externa sendo a rede privada da instituição, a intranet. Depois, chegamos à proteção dos e-mails de todos os usuários dessa rede, impedindo que infecções externas sejam acessadas por agentes internos. Então, chegamos na camada endpoint, que protege os dispositivos físicos da agência, como os computadores, HDs, servidores e todas as outras máquinas que, conectadas, são responsáveis pela operacionalidade do banco.

Por último e não menos importante, alcançamos a camada de proteção ao backup dos dados sensíveis da instituição. Esses backups são compostos por quantidades gigantescas de informações, que além de confidenciais, são indispensáveis na recuperação da agência bancária após um ataque.

Conduta: métodos operacionais

Para além das soluções listadas acima, também devemos lembrar das práticas exercidas pelos profissionais de vigilância que, como determina a Polícia Federal, são peças fundamentais e indispensáveis no plano de segurança dos bancos. Tratando-se de uma tarefa de alta tensão, é bastante comum que se perceba uma dureza na conduta desses funcionários, que precisam manter a claridade em suas decisões.

Por conta disso, existem algumas práticas amplamente repetidas por equipes de vigilância em todo o país, tais como:

  • impedir o acesso de duas pessoas pela porta giratória;
  • orientar os clientes a reavaliarem a presença de algum objeto metálico consigo, caso a porta trave;
  • tratar todos os indivíduos com a mesma postura, eliminando a suspeita de favorecimentos ou preconceitos.

Por fim, ainda vale lembrar de todas as outras soluções que existem, mas que não receberam o destaque ao longo deste texto, como: os leitores biométricos, os sensores de presenças que integram os alarmes junto aos cofres e as catracas de acesso aos funcionários de maior escalão.

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