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5 mitos e verdades sobre segurança urbana
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5 mitos e verdades sobre segurança urbana

A segurança urbana é, sem dúvida, uma das maiores preocupações do século XXI. No Brasil, especificamente, assistimos diariamente ao aumento da violência e à incapacidade dos órgãos competentes em reverter o cenário.

Hoje, porém, muitos conceitos sobre a violência estão sendo desmistificados. Isso é importante, pois traz a população para um contexto real dos fatos e impede que situações negativas sejam agravadas.

Para ajudar você a entender melhor a situação, traremos neste artigo as verdades e mitos sobre a segurança urbana em nosso país. Acompanhe e saiba realmente qual é a realidade do Brasil. Boa leitura!

1. Os números da violência urbana não param de subir (verdade)

Neste momento, você já deve ter se dado conta que o crescimento dos números da violência urbana é bastante real. Afinal, não precisa ser um especialista em segurança pública para perceber que o Brasil vive uma escalada na criminalidade.

Para se ter uma ideia, em 2004, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou uma pesquisa apontando o crescimento de 237% no número de assassinatos no Brasil. Na época, foi mostrado que 40.000 pessoas perdiam a vida no país de maneira violenta — o número representava 11% de todas as vítimas do mundo.

Já em 2017, o site G1 divulgou um levantamento e apontou que, naquele ano, foram assassinadas quase 60 mil pessoas no Brasil. Ou seja, os números negativos não pararam de subir desde a pesquisa da ONU, em 2004.

Ainda é possível conferir várias outras análises confiáveis sobre a violência urbana no país, mas todas apontam para um crescimento desenfreado e pouca perspectiva de mudança em curto ou médio prazo.

2. Crescem os assassinatos em operações policiais (verdade)

Em 2017, foram registradas 5.017 mortes em operações policiais no país, um crescimento de 19% comparado ao ano anterior. Em contrapartida, 385 agentes policiais foram assassinados no mesmo período. O estado do Rio de Janeiro encabeça esse cenário de grande violência envolvendo forças de segurança. São Paulo vem logo em seguida. Os dois maiores estados do país também lideram as estatísticas no quesito mortes de servidores da segurança pública.

Esses números só corroboram as constantes notícias e matérias que acompanhamos diariamente nos telejornais e na internet sobre o aumento de assassinatos em operações policiais. São dados assustadores, que têm grandes picos em áreas urbanas.

Segundo a pesquisadora Terine Husek Coelho, o confronto é sempre intensificado quando um policial é morto. A partir de uma grande pesquisa e análise, Coelho concluiu que as probabilidades de um cidadão perder a vida após a morte de um policial em serviço aumentam em 1150% no mesmo dia.

Ainda segundo o trabalho da pesquisadora, as Forças de Segurança Pública entendem esses números como “normais”, pois acreditam que isso acaba sendo o efeito direito da vontade dos agentes em mostrar para a sociedade que a polícia tem brio para responder à altura o ataque contra os seus membros.

3. A violência no Brasil mata mais que a Síria (verdade)

Por mais irreal que possa parecer essa afirmação, infelizmente, é verdade. O conflito armado na Síria, já classificado como guerra, começou em 2011 e, até o ano de 2017, foram mortas mais de 330 mil pessoas no país.

No Brasil, entre 2001 e 2015, já foram assassinados mais de 786 mil cidadãos. O jornal El País traz um documentário, narrado pelo ator Lázaro Ramos, no qual a violência do Brasil é comparada com a de nações declaradamente em guerra ou conflitos internacionais.

Para reforçar essa realidade negativa, o confronto existente no Iraque desde 2003 matou 268 mil pessoas até 2017 — um número bem abaixo em relação ao registrado no mesmo período no Brasil. Ainda na mesma reportagem, o El País alerta que, em 15 anos, o número de mortes no Brasil equivale à população de grandes cidades europeias, como Sevilha e Frankfurt, bem como João Pessoa, na Paraíba.

E esse número pode ser ainda maior, devido a muitas situações que dificultam o registro de incidentes, principalmente, nas cidades do interior.

4. Existe hora para ser assaltado (mito)

Agora que já apresentamos algumas verdades concretas, é o momento de derrubarmos alguns mitos sobre a violência urbana. Vamos começar com a antiga ideia de que “existe hora para ser assaltado”.

No passado, era muito comum ouvirmos de nossas avós e pais a seguinte frase: “não saia de casa à noite, pois é quando os bandidos estão à solta.” Talvez naquela época isso até fizesse sentido, mas, atualmente, é uma grande falácia.

Segundo o doutor Jorge Lordello, especialista em segurança pública, não existe um horário seguro para se proteger da marginalidade. Na verdade, Lordello criou uma cartilha com os períodos preferidos de cada tipo de marginal.

Na sua planilha, o especialista compreende quase todos os horários de um dia normal, mostrando que, apesar de ações diferentes, o cidadão está sempre vulnerável à violência e à marginalidade.

5. Pessoas bem-vestidas não cometem violência (mito)

Outro mito que sempre ouvimos no passado é sobre a “vestimenta dos ladrões”. Houve um tempo em que existia uma certeza de que apenas pessoas malvestidas cometiam crimes nas cidades brasileiras.

Porém, esse conceito está muito atrelado ao racismo e ao preconceito institucionalizado. No Brasil, culturalmente, tendemos a achar que o negro e o pobre são ameaças diretas à nossa segurança.

Com o advento da internet e uma maior divulgação de notícias, essa ideia tem caído por terra a cada ano. Hoje, já entendemos que crimes podem ser cometidos por pessoas de todas as classes sociais e que o tipo de roupa não significa nada.

A maior prova disso são os nossos próprios políticos, representantes que andam sempre engravatados, mas que cometem inúmeros crimes sem o menor pudor. No ano de 2018, por exemplo, um em cada três deputados com mandato na câmara era acusado de crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro.

Ainda é possível citar os variados casos de pessoas de classe média que entram em lojas e estabelecimentos comerciais apenas para furtar produtos ou praticar pequenos delitos.

Enfim, não há dúvidas em relação a quanto a nossa segurança urbana está comprometida, e as perspectivas de melhora são bastante baixas. Então, para garantir a proteção da sua família, é importante investir em ferramentas de segurança de qualidade — afinal, não vale a pena arriscar o bem-estar de quem você ama. Conheça os melhores equipamentos para proteger sua residência e assegure conforto e tranquilidade para todos.

Gostou deste conteúdo? Continue se aprofundando no assunto e confira o nosso artigo com 7 dicas de prevenção contra assaltos na sua loja!

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